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sábado, 10 de janeiro de 2015
segunda-feira, 8 de abril de 2013
e o tempo levou...
Tempo é esse sopro que nos leva e nos muda, e nos planta, e nos germina, sem que a gente perceba.
E só o mundo nota tudo o que ja fomos, e só ele conhece tudo o que ainda vamos ser.
(O da direita é o meu Pai, autor da foto é desconhecido)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Sundown - The Jesus and Mary Chain
"Faça uma prece pra mim.
Se lembre que eu respiro.
Eu respiro.
O sol está se pondo. O sol está se pondo... Em mim."
Jesus and Marychain - Sundown
sábado, 15 de dezembro de 2012
triz
Por um... Por pouco. Diante do abismo, uma espera pulsante. Hinos ecoam de estrelas distantes.
A mão que sai dum coração e arranca o olho da testa, faz desver e desvela.
Um triz é um quase-nada. Um muito pouco. Um ponto infinitezimal, que de tão pequeno quase não é ou é infinitamente. Tenho sido por um triz... Assim como tudo ao meu redor o é.
E as fronteiras onde acabam/começam os trizes, ficam cada vez longe.
Se expandem os limites. Tensionam-se as barreiras.
Por pouco, explosão. Por mil trizes, expansão.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Cortisol ou Parabéns, você ganhou um hoje especial, totalmente grátis!
Eis que mais um hoje mortífero despenca de algum buraco negro e esmaga tudo o que há embaixo. Veio ele com a força de todos os orgasmos do mundo de uma só vez. Destruidor e fortalecedor.
Ele não tem olhos, nem boca, nem ouvidos, nem coração. Ele existe para matar. É calculista, frio e meticulosamente bom de mira. Um hoje especial, embrulhado para presente. Embrulhado para futuro. Um hoje cuidadosamente embrulhado...
Quantas vezes um ser humano é capaz de morrer em vida será? Talvez a mesma quantidade de segundos que possua sua existência.... Acho desperdício esse comércio todo ao redor da morte, mas quando morrer, na minha lápide -se rolar uma- quero que esteja escrito algo assim: "Morreu de nunca aprender a viver. Mas já tinha morrido pra caramba enquanto tava viva, então tanto faz."
...E hoje era um cinco. Um cinco em outubro. Um cinco de outubro.
Cincos de outubros me dão calafrios.
Ele não tem olhos, nem boca, nem ouvidos, nem coração. Ele existe para matar. É calculista, frio e meticulosamente bom de mira. Um hoje especial, embrulhado para presente. Embrulhado para futuro. Um hoje cuidadosamente embrulhado...
Quantas vezes um ser humano é capaz de morrer em vida será? Talvez a mesma quantidade de segundos que possua sua existência.... Acho desperdício esse comércio todo ao redor da morte, mas quando morrer, na minha lápide -se rolar uma- quero que esteja escrito algo assim: "Morreu de nunca aprender a viver. Mas já tinha morrido pra caramba enquanto tava viva, então tanto faz."
...E hoje era um cinco. Um cinco em outubro. Um cinco de outubro.
Cincos de outubros me dão calafrios.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O universo é uma saia bordada com estrelas,
uma saia feita de um pano muito macio mas muito pesado.
A vida é uma saia bordada com milhares de minúsculos universos e costurada com fios longos feitos de mistérios rebuscados.
Nascemos usando estas duas saias ao mesmo tempo.
Mesmo quem não quer isso. Mesmo quem não vê isso. Mesmo quem não sente isso.
É inevitável, todos nós as vestimos.
Não sei bem, mas me parece ser preciso dançar se não quisermos sentir o verdadeiro peso delas.
E pode ser que a gente não tenha sido feito pra aguentar tais pesos. Talvez sejamos pequenos demais.
Pode ser que dançar seja mesmo nossa única opção. Mas também pode ser que eu esteja errada.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quem sabe a vida é não sonhar...
![]() |
| imagem da internet |
E vem aquele anjo estranho sussurrar em meu ouvido que talvez as minhas verdades não interessem a ninguém.
Seco, me encara e pergunta com seus olhos:
O que queres provar?
O que é isso que procuras? Pra quê?
Seu silêncio me convence dizendo: Cala-te. "Abstém-te e suporta''. Olhe ao redor, mas olhe "sob a perspectiva da eternidade".
Sem opção, engulo o grito.
E a vida me morre mais um pouco.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
...rouca, insistente, oscilante.
De sons densos, fibrosos. De trama forte.
Suas notas vibrantes são fios de prata
que riscam o universo de um jeito quase infantil,
focadas em pontos específicos
mas com linhas desajeitadas e imprecisas..
mas com linhas desajeitadas e imprecisas..
São ruídos,
riscos,
cujas luzes explodem as pupilas do mundo.
cujas luzes explodem as pupilas do mundo.
Não sei. Explodo.
E de repente nem é música
e de repente é só grito
ou só rasgo.
De repente é um galho brotando, de repente é o infinito.
*sentimento crocante/cortante/concentrado*
Gaita na garganta, gaita em meus olhos, gaita no meu peito.
.Rouquidão.









